CASTIDADE NÃO É APENAS ABSTINÊNCIA

Há uma abundância de perspectivas para descrever a castidade, mas aqui, vou conduzi-lo através da minha própria jornada de viver uma vida de castidade e o que me trouxe a este incrível (sim incrível!) modo de vida.

Por um longo tempo na minha juventude eu estava procurando a mulher perfeita para viver, compartilhar minha vida, e construir uma família linda. Meu erro! Por quê? Porque eu não perguntei a Deus o que Ele quer para mim em primeiro lugar. É isso aí. Eu pensei que eu era capaz de fazer esta tarefa difícil por conta própria. Eu pensei que o meu próprio julgamento era suficiente para encontrar minha parceira. A mulher a quem poderia amar com todo meu coração, partilhar da mesma fé, dos mesmos sabores de viver em Cristo, de participar das missas, de jejuarmos juntos, e que também fosse um pilar sólido não só no para bela vida de casal, mas um exemplo de amor à família. Vivemos num mundo absurdamente desvirtuado, e somente nosso amado Deus é capaz de proporcionar tamanha graça.

No meu último relacionamento, cheguei a acreditar que ela era a escolhida. Compramos apartamento juntos, havia até o anel de noivado escondido para num dia especial fazer o famoso pedido. Vivemos momentos bons, obviamente, mas muitas frustrações, brigas de ciúme, discussões até mesmo religiosas, pois ela é espírita e eu católico. O namoro sempre foi à distância, contudo a distancia maior era entre nossos corações. E sentia sempre um vazio enorme neste namoro. Advinha? A nossa carência era de Deus! Percebi que faltava Deus no nosso namoro, pois era muito superficial! Éramos um casal lindo de mãos dadas no shopping, mas longe das vistas da sociedade, era um relacionamento completamente insosso.

Foi quando então comecei a participar do terço dos homens na minha paróquia. O terço do Glorioso São José, a quem comecei uma devoção tão forte e tão bela. Ainda namorando, cresceu um desejo imenso de viver a pureza de coração. Um desejo inexplicável de ser casto, e retomar um relacionamento onde o laço espiritual era predominante. Mas infelizmente não fui bem compreendido. E foi na decisão de ser casto que rompemos.

Agradeci profundamente a Deus por mais uma vez cuidar de mim! Foi com a graça Dele que me tornei um homem mais feliz, mais livre e sensato. Deus sempre prepara algo muito mais incrível do que possamos imaginar.

Ao desabafar minhas angustias e impaciência com um grande amigo de fé, ele me recomenda um livro chamado “Glorioso Encontro” escrito por um casal brasileiro, Denis e Suzel. Este livro ensina-nos como receber do coração do Pai o(a) esposo(a) que procuramos. Seguindo as orientações deste livro, orando constantemente, rezando terços de São José, confessando, adorando, e comungando sempre que possível (até mesmo durante a semana), o desejo de viver a castidade ficou mais forte.

Quero aqui fazer algumas reflexões que me ajudaram a compreender um pouco minha busca. Se tua vocação for o matrimônio, se nosso Pai te conhece perfeitamente e muito melhor do que você mesmo se conhece (É óbvio! Foi Ele quem nos criou), e se Ele também quer muito a tua felicidade, podemos concluir algumas coisas. Vejamos: entende-se que Deus quer que sigas tua vocação e com a mulher ou o homem que Ele preparou com muito amor. Então, eu não poderia criar qualquer desejo por outra mulher, e me poupar para a especial. Eu já tenho a minha esposa, e Deus está tão feliz que pedi Sua ajuda, que Ele começou a nos preparar para receber um ao outro numa comunhão maravilhosa com Ele. É muito evidente a grande mudança em minha vida desde esta entrega. Desde meu sim à Ele.

Não é assim tão fácil viver a castidade! Exige coragem, e principalmente uma entrega verdadeira de todo seu ser ao Senhor Nosso. O mundo nos apresenta tudo o que vai de contra a castidade. É uma luta diária, sendo que as tentações vêm e virão de tudo quanto é forma! O inimigo odeia esta intimidade tão bela e pura com Cristo! Então lembre-se: Quanto mais próximos de Deus, mais serás atentado! Hoje, se você estiver navegando na Internet, tem pornografia. Se estiver andando na rua, há meninas com todos os estilos de roupas. Além do mais, são poucos que entenderão. Se você falar sobre isso com os seus amigos, alguns fugirão de você por pensar que ficou louco. Até mesmo sua família pode pensar que você se tornou um fanático religioso. Mas quem se importa? Não é sobre eles! É sobre o seu relacionamento com Deus. É com a opinião e vontade Dele que devemos levar em consideração!

Lembro-me de uma frase de um grande padre que conheci na comunidade católica Madonna House em Combermere/CA; ele disse: “Deus ama a união entre uma mulher e um homem, mas uma união Santa. Hoje vivemos em um mundo que diz “O sexo é divertido! … Quando Deus diz: “O sexo é Sagrado!” Esta frase dita pelo padre Michael me fez pensar sobre tudo que se refere à castidade. Eu levei tanto tempo para entender, mas o Espírito Santo me deu a graça para iniciá-la.

Agora posso dizer com o coração aberto e sem medo, que sou casto. Mas a castidade não é apenas ser abstinente. A castidade é uma maneira linda de demonstrar seu amor aos outros. É uma relação verdadeiramente respeitosa entre você e o próximo, em que você enxerga o próximo como uma obra divina. O que de fato é! Deus sonhou maravilhado com a vida de cada um de nós, e então é assim que deveremos nos enxergar!

Quando você deseja alguém, na verdade é o seu corpo e seus instintos humanos falando. Mas, quando você toma as rédeas de seu corpo e permite teu espírito falar mais alto, então você vai dar graças a Deus por preservá-lo de agir contra a vontade Dele. Assim, caminha para uma vida onde a pureza do coração prevalece, e consequentemente, você será mais feliz.
E não há nada mais que nosso Senhor quer de nós, senão a nossa felicidade.
Seja corajoso! Seja puro! Seja casto!

Tito Godoy
Fonte: Shalom

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